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4 tempos vs 2 tempos

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Mensagem  ming.impiedoso em Sex 22 Fev - 11:46

Com a minha 50cc vendida e querendo subir para 125cc, surgiram-me 2 opções de compra, para não sair muito do valor de 650/700€:
Daelim Roadwin de 2005 c/ 39000km 750€
e Honda ns 125 f de 1987 800€

Tinha mais interesse na honda por ser 2T mas como não tenho carta de moto, se calhar vai ter que ser uma 4T.
Mas apareceu também este anuncio, que por ser praticamente nova, era uma opção a considerar, até porque é um motor de 2 cilindros. alguém conhece este motor? Deriva de qual?
Jialing GVM Flash 125 de 2012 c/ 1km (está correcto 1 km!) 990€
(não tenho permissão para meter os links aqui)
Peço a vossa ajuda e opiniões, p.f.
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Mensagem  Marco Machado em Sex 22 Fev - 12:00

Pelo que sei o motor é uma copia do motor da honda rebel 125cc, se te disserem que é o mesmo motor é mentira, pois uma cópia nunca é o original não quero com isto dizer que não é bom, de resto não tenho conhecimento de opiniões sobre o mesmo.

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Mensagem  ming.impiedoso em Sex 22 Fev - 12:56

Sempre pensei que essas montagens com "cópias" de motores fossem excedentes dos motores originais. Pelo menos se eles comprassem as licenças ou patentes dos motores e fossem obrigados a um controle de qualidade na fabricação, de maneira a ficarem como os originais. Assim faz-me olhar para esse motores de maneira totalmente diferente, do género p. ex. dos alicates comprados numa loja oficial de ferramentas e dos outros comprados numa loja de chineses.
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Mensagem  Marco Machado em Sex 22 Fev - 13:34

eles compram a patente e por vezes os moldes mas o controle de qualidade e as matérias usadas não são as mesmas, temos o exemplo da I-MOTO que faz isso com motor suzuki, mão sendo um suzuki original é muito bom com boa qualidade

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Mensagem  Trigueiro em Sab 23 Fev - 14:09

Bom dia, Ming.Impiedoso 4 tempos vs 2 tempos 697124



Com que então interessado numa GVM Flash 125 de 2012? Deixa-me adivinhar! É azul. 4 tempos vs 2 tempos 815477821

Já há tempos que vejo essa mota à venda. Julgo que inicialmente andava à venda por 1500€, um preço ligeiramente abaixo do que pediam por ela quando chegou a Portugal.


Pois, as GVM Flash 125, na realidade, são as chinesas Jialing JH125-33, que ao serem vendidas em Portugal ganhavam a designação GVM, as iniciais do seu representante - a Garagem Vitória.

Sei disto tudo porque também possuo uma Jialing JH125-33, que comprei com menos de 250km, mas em muito mau estado, há quase dois anos. Podes ver o seu diário de bordo aqui: http://moto125cc.forumotion.com/t10751-mota-chinesa-jialing-jh125-33

Quanto ao motor, o mesmo é um derivado do bicilíndrico 125 da Honda que equipou vários modelos dessa marca (CB, CM, CD), não fosse, em tempos, a Jialing quem fabricava motas para a Honda na China. Aliás, esse motor, cujo derivado chinês é identificado como sendo o 244FMI, equipa também modelos de outras marcas chinesas, tais como a AJS, a Dadyw, a Jinlin, a Sinnis, a Superbyke, a WZ e a Znen.

De todas estas marcas, sei que a AJS e a Znen também venderam motas em Portugal. Se ainda vendem, não sei. A Jialing desistiu de vender motas na União Europeia, mas sei que continua a vender noutras paragens, tais como na América do Sul e julgo que em África. Aliás, no Brasil as Jialing são comercializadas sob a designação de Traxx (não confundir com  o inglês "trash"  4 tempos vs 2 tempos 1987 ).

Do que vi na net, a mota que parece mais equiparar-se, em termos de peças, com esta Jialing é a Honda CB125TDJ. Atenção que há noutros mercados motas Jialing JH125-33 com motores monocilíndricos. Como? Não sei!

Aqui chegados, levanta-se a questão das peças para esta mota. As poucas peças mesmo específicas que existem à venda no ebay.co.uk são da Brooksbarn (também possui página na net), as quais já começam a faltar. Por exemplo, ainda existe o espelho do lado do acelerador, mas o do lado da embraiagem já esgotou. Também já não há o depósito de combustível e nem as carenagens, incluindo a do farol. Havia há pouco tempo, mas entretanto alguém comprou os últimos exemplares. Também já não já os amortecedores da frente, mas esses podem ser substituídos pelos amortecedores da Honda CB125TDJ (cerca de 90% de certeza 4 tempos vs 2 tempos 1987 ). Aliás, o "bonito" é que a maioria dessas peças podem ser substituídas por peças da Honda CB125TDJ (e até de outras marcas e modelos), pelo que não é o fim do mundo.

Quanto à mota em si... Bom, eu adoro a minha chinoca, mas confesso que não é a 125 mais fácil que existe por aí para um iniciado. A mota é alta e tem um centro de gravidade alto, fazendo-a parecer muito pesada. Tenho mais de 1,8m, pelo que sinto-me confortável com ela e adoro a posição de condução. No entanto, sei de duas pessoas com cerca de 1,7m e peso pluma que não gostaram da mota, por a considerarem pesada e difícil de equilibrar nas manobras de estacionamento.

Voltando ao motor, ele diferencia-se do motor da Honda por a cabeça já possuir tubos de respiro do óleo, fazendo com que esta mota respeite uma norma europeia em termos de poluição ambiental, da qual não me lembro a referência. Desse motor 244FMI existem duas variantes, sendo que fiquei, na altura em que descobri isso, com a ideia de que o motor que equipa esta mota é a variante B, mas não tenho a certeza. Falando do que interessa - o motor chateia? A minha mota fez ontem os 11000Km e a resposta é absolutamente não! E, nos primeiros tempos, com a rodagem ainda não concluída, não fui lá muito meigo com ele.

A mota, desde que não haja vento de frente, chega e ultrapassa ligeiramente os 100Km/h, mas nessa altura o conta-rotações já vai dentro do vermelho. Com o ponteiro do conta-rotações encostado ao vermelho, esta mota faz 90-95Km/h. E pode fazer viagens de algumas dezenas de quilómetros a esta velocidade sem problema. O motor vai ficar quente, mas aguenta bem, se a manutenção e o óleo forem bons. Por falar em 90Km/h, é justamente acima das 6000-7000rpm que este motor vive melhor, apresentando um som e uma garra acima das 8000rpms que o fazem parecer de uma mota de corrida. Dá muito gosto esgalhar com esta mota! Aliás, das médias rotações para cima, esta mota dá um par de calças às monocilíndricas com a mesma cavalagem, pois é aí que as monocilíndricas começam a perder a vantagem das baixas rotações. Mas não penses que esta mota tem pouca força a baixas rotações! O que eventualmente pode faltar em velocidade de ponta, existe de sobra em força!

Defeitos? É, como já disse, uma mota altinha, com um centro de gravidade alto, em parte devido ao facto do tanque de combustível levar 15,5 litros, o que, se torna a mota pesada, por outro lado dá-lhe uma autonomia acima dos 300Km. É possível que ultrapasse 400Km, com a reserva incluída e se não abusares do acelerador. Consumos? Entre os 2,7 e os 3.6L/100, embora tenha feito quase 4 litros na altura da rodagem. Como na minha zona os percursos são sempre sobre/desce monte, é possível que nas estradas planas daí do Continente faça bem menos.

Por falar em consumo, a mota não possui indicador de combustível, mas o que faço é colocar o conta-quilómetros parcial a zero, sempre que atesto o depósito, e volto à bomba de combustível quando ultrapasso a marca dos 300km. Em compensação, a mota possui um indicador da mudança engrenada, o que, não sendo fundamental, dá jeito.

Um pormenor chato - a mota faz um som piii-piii, do género do que se ouve nos empilhadores de paletes, retroescavadoras e alguns camiões em marcha a ré, quando se faz o sinal do pisca. O mais certo é os condutores de enlatados ficarem espantados a olhar para ti, mas isso, em termos de segurança, é bom. Outros pormenores importantes são que não consegues colocar a mota a trabalhar se o descanso lateral estiver para baixo (norma de segurança agora obrigatória) e precisas ter a manete da embraiagem pressionada. Ah, muito importante! O botão redondo que vês nos comandos junto ao acelerador é corta corrente do motor. Tem que estar com o indicador na horizontal ou o motor não pega.

Para além do centro de gravidade alto, a mota possui pneus finos, que são obviamente chineses, os quais até que não são nada maus em piso seco, mas que são um autêntico perigo em piso molhado. Experimenta fazer uma travagem brusca em piso molhado, sem usares primeiro o travão de trás, e estás a beijar o asfalto. Foi assim que dei a minha primeira queda com esta mota.

Depois de uma pessoa habituar-se ao equilíbrio da mota, a mesma dá muito gozo a conduzir, especialmente quando se adota uma condução mais desportiva. O único senão é a caixa de velocidades que é um bocado lenta, exigindo habituação ao seu manuseamento para se tirar todo o sumo dela numa condução mais agressiva. Por falar em caixa de velocidades, a embraiagem não é particularmente suave, pelo que não é a mota mais ideal para o pára e arranca em tráfego muito congestionado.

A manutenção é muito fácil e qualquer mecânico que saiba mexer nas Hondas CB e CM vai-se sentir em casa.

Se comprares essa GVM Flash 125, certifica-te de que o cromado das bainhas dos amortecedores frontais não possui qualquer pinta de ferrugem, especialmente um palmo acima dos guarda-pós dos amortecedores (é do vedante de borracha a meio do amortecedor para cima). E leva a mota de imediato a um mecânico, para ele lavar o tanque de combustível de quaisquer impurezas de ferrugem que se possam ter acumulado no seu interior, coisa que de certeza aconteceu, por ter estado parada tanto tempo. Se te ajeitares minimamente com mecânica, o tirar o depósito é muito fácil e a lavagem do mesmo faz-se com gasolina e... muito chocalhar!

Qualquer dúvida, dispõe! 4 tempos vs 2 tempos 952112

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Mensagem  ming.impiedoso em Sab 23 Fev - 21:58

Obrigado, Marco. Trigueiro, que coincidência, aparecer logo aqui alguém com uma jialing igual. É realmente essa azul de Lisboa. mas em 1º lugar parabéns pelo que fizeste na tua! A desgraçada estava mesmo maltratada. Fiquei admirado foi por não teres de pintar o quadro, hás-de dizer como tiraste aquela ferrugem. Nos cromados eu sei. Vendo os videos, e não tendo ainda experimentado nenhuma 4T, fiquei um pouco desiludido pela velocidade de ponta destas motos. Estou tentado a ir para a NS 125F a 2T. O problema é que tenho que tirar a carta e esse preço somado ao da moto permitia outras opções melhores a 4T. O valor do seguro também é de ter em conta, a honda já é clássica e paga cerca de 30€, enquanto as outras pagam...já agora quanto pagas pela tua de seguro? Também fiquei admirado com as inspecções aí nos Açores. Espero que a moda nao pegue...
Agora em relação à jialing de Lisboa. Eu sou da Maia/Porto e teria que a ir buscar a Lisboa. Ja liguei para lá e não têem concessionários no Porto. Se ela tem 1 km como dizem, eu posso vir com ela a rolar até ao Porto? Aguenta 300km?lol! E depois a 1ª revisão? Se derem garantia de 1 ano, não vai adiantar, pois não ia a Lisboa para as fazer...É complicado. Mas entre dar 600 ou 800€ por uma I-moto ou Daelim ou outra, ou 900 por essa, estava inclinado para a jialing, até porque é das mais bonitas e é de 2 cilindros.
Obrigado pela ajuda.
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Mensagem  Trigueiro em Dom 24 Fev - 18:47

ming.impiedoso escreveu:Obrigado, Marco. Trigueiro, que coincidência, aparecer logo aqui alguém com uma jialing igual. É realmente essa azul de Lisboa. mas em 1º lugar parabéns pelo que fizeste na tua! A desgraçada estava mesmo maltratada. Fiquei admirado foi por não teres de pintar o quadro, hás-de dizer como tiraste aquela ferrugem. Nos cromados eu sei. Vendo os videos, e não tendo ainda experimentado nenhuma 4T, fiquei um pouco desiludido pela velocidade de ponta destas motos. Estou tentado a ir para a NS 125F a 2T. O problema é que tenho que tirar a carta e esse preço somado ao da moto permitia outras opções melhores a 4T. O valor do seguro também é de ter em conta, a honda já é clássica e paga cerca de 30€, enquanto as outras pagam...já agora quanto pagas pela tua de seguro? Também fiquei admirado com as inspecções aí nos Açores. Espero que a moda nao pegue...
Agora em relação à jialing de Lisboa. Eu sou da Maia/Porto e teria que a ir buscar a Lisboa. Ja liguei para lá e não têem concessionários no Porto. Se ela tem 1 km como dizem, eu posso vir com ela a rolar até ao Porto? Aguenta 300km?lol! E depois a 1ª revisão? Se derem garantia de 1 ano, não vai adiantar, pois não ia a Lisboa para as fazer...É complicado. Mas entre dar 600 ou 800€ por uma I-moto ou Daelim ou outra, ou 900 por essa, estava inclinado para a jialing, até porque é das mais bonitas e é de 2 cilindros.
Obrigado pela ajuda.

 Olá, de novo, Ming

A velocidade de cruzeiro de uma 125 a 4 tempos varia ligeiramente consoante a mota, mas o grosso delas anda pelos 85-95km/h. Há algumas que dão mais do que isso de forma constante, mas são poucas e bem caras. Basta ver que muitas das 125 a 4t modernas não tem mais do que 10-11Cv. Se queres uma máquina para andar a 100 e ainda ter energia suficiente para fazer uma ultrapassagem, prepara-te para uma 500 a 4t. Há algumas 300 a 4T com bom desempenho, tais como a KTM Duque e a Yamaha MT-03, mas o preço... Upa, upa!

Quanto à Honda NS 125F... Mê amigu, isso é um pequeno canhão para uma pessoa se divertir! Leve, potente e só gosta de andar a altas RPM. Não me parece que seja uma mota para usar no dia a dia (pronto, o Mário Marques já me vai dar nas orelhas). Não preciso explicar-te que os motores a 2T possuem um desgaste geralmente mais acentuado do que um a 4T, pois não? Falta saber em que estado está esse motor, pois tenho a ideia de que essas motas, quando bem conservadas, costumam ser consideradas clássicas e são bem caras (leia-se dos 2500-3000€ para cima). E, é como dizes, se vais tirar carta para andar numa NS 125F, depois de teres a carta andas mas é de olhos em bico por uma 600 a 4T...

Quando à Jialing... Os problemas da compra desta mota, fora a já falada questão das peças e o facto do stand de venda ser em Lisboa, são dois:

1 - Ainda não viste e nem experimentaste a mota, podendo a mesma não ser do teu agrado. E o pior que existe é comprarmos uma mota de que depois não gostamos. Digamos que a personalidade desta Jialing não será para todos os gostos.

2 - A mota pode ser nova, mas esteve parada mais de 6 anos! Isso geralmente traz problemas para o carburador e depósito de combustível. O depósito de combustível tem que ser limpo de algum ferrugem que lá esteja (e quase de certeza que lá está!) e os carburadores (são dois!) tem que ser abertos, verificados, eventualmente limpos e de certeza afinados. Feito isto, então podes mandar-te de Lisboa para o Porto, tendo o cuidado de na primeira metade da viagem não esforçar o motor muito acima dos 50km-60 e na segunda metade já levar a mota aos 70-80Km/h. E aconselho vivamente a mudares esse primeiro óleo logo após essa viagem e a repetires a mudança aos 1000Km. É preciso não esquecer que essa mota irá iniciar a rodagem quando a comprares, se a comprares claro!

3 - Quanto à I-Moto e à Daelim, o melhor é ir veres pessoalmente, especialmente se estiverem na tua zona. Não perdes nada! São garantidamente motas mais fáceis de usar do que a Jialing, pelo menos num primeiro contacto. Se são mais divertidas quando vão a esgalhar a 90Km/h? Duvido, mas isto sou eu. Pessoalmente tenho um fraco pelas Daelim, pois a minha primeira mota foi dessa marca e deixou boas impressões pela solidez da sua construção e por não possuir ferrugem, apesar de na altura que a comprei já ter 14 anos. Chamo só à atenção do seguinte. Quando o preço de uma mota usada é muito baixo, pode haver uma "reparaçãozita" à espera do futuro dono. Por isso, vai preparando a carteira para algum "imprevisto". No caso da minha Daelim, o problema foi o alternador, brincadeira que me custou perto de 300€ (só vendiam o alternador com o dínamo).

Boa sorte com essa escolha e depois conta-nos como foi a tua aventura. A malta por aqui gosta muito de ouvir as histórias com a primeira 125. É aquela mota que, para o bem e para o mal, nunca esquecemos. 4 tempos vs 2 tempos 326955


Ia esquecendo-me... Não pintei o quadro da minha Jialing. Inicialmente pensei nisso, mas como estava com pressa de a experimentar, raspei o ferrugem com uma escova de cerdas metálicas e apliquei WD40 com abundância. Sabes que mais? A mota ficou porreira e de lá para cá só voltei a borrifar o quadro mais uma vez com WD40, sem que o ferrugem surgisse de novo. Isto mostra o quanto esta minha mota foi negligenciada durante 5 anos!

Se tiveres mais alguma dúvida com a Jialing, está à vontade! 4 tempos vs 2 tempos 952112

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Mensagem  ming.impiedoso em Seg 25 Fev - 11:40


 "Não preciso explicar-te que os motores a 2T possuem um desgaste geralmente mais acentuado do que um a 4T, pois não? Falta saber em que estado está esse motor, pois tenho a ideia de que essas motas, quando bem conservadas, costumam ser consideradas clássicas e são bem caras (leia-se dos 2500-3000€ para cima). E, é como dizes, se vais tirar carta para andar numa NS 125F, depois de teres a carta andas mas é de olhos em bico por uma 600 a 4T..."

Tinha ideia que os motores a 2T resistiam mais que os de 4T, por terem menos peças móveis (não têm valvulas/arvores de cames e o cilindro é lubrificado pela mistura) além da manutenção ser mais barata, julgo. Claro que estamos limitados basicamente só 2 cilindradas, 50cc e 125cc. Existem maiores, claro, mas não interessam para o caso.
Fui ontem dar a volta de despedida com a minha 50cc e acabei por fazer mais km (50) que nestes 2 anos que a tive. Também só tinha feito o seguro em Dezembro (por aqui se vê o pouco que vou usar a moto). Possivelmente quando comprar a 125, poderei começar a usar mais, dá mais gozo.  Ainda não tinha puxado mesmo por ela, e aquilo ainda passa os 90km/h. O que me leva a ponderar mais na 125 a 2T.


"2 - A mota pode ser nova, mas esteve parada mais de 6 anos! Isso geralmente traz problemas para o carburador e depósito de combustível. O depósito de combustível tem que ser limpo de algum ferrugem que lá esteja (e quase de certeza que lá está!) e os carburadores (são dois!) tem que ser abertos, verificados, eventualmente limpos e de certeza afinados. Feito isto, então podes mandar-te de Lisboa para o Porto, tendo o cuidado de na primeira metade da viagem não esforçar o motor muito acima dos 50km-60 e na segunda metade já levar a mota aos 70-80Km/h. E aconselho vivamente a mudares esse primeiro óleo logo após essa viagem e a repetires a mudança aos 1000Km. É preciso não esquecer que essa mota irá iniciar a rodagem quando a comprares, se a comprares claro! "

Assim sendo tenho que por de lado a opção da Jialing, a não ser que me fizessem isso no stand de vendas, o que duvido.


"Boa sorte com essa escolha e depois conta-nos como foi a tua aventura. A malta por aqui gosta muito de ouvir as histórias com a primeira 125. É aquela mota que, para o bem e para o mal, nunca esquecemos. 4 tempos vs 2 tempos 326955 "

Pois, para quem começa de 125, é isso, eu comecei de 50cc há muitos anos, as historias ficaram com a famel foguete...


"Ia esquecendo-me... Não pintei o quadro da minha Jialing. Inicialmente pensei nisso, mas como estava com pressa de a experimentar, raspei o ferrugem com uma escova de cerdas metálicas e apliquei WD40 com abundância. Sabes que mais? A mota ficou porreira e de lá para cá só voltei a borrifar o quadro mais uma vez com WD40, sem que o ferrugem surgisse de novo. Isto mostra o quanto esta minha mota foi negligenciada durante 5 anos!"

É curioso como a ferrugem não chegou ao ferro. o quadro ficou como se tivesse sido pintado.
Obrigado por tudo, eu vou dando noticias.
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Mensagem  ming.impiedoso em Ter 5 Mar - 13:44

Apareceu-me agora mais duas opções de escolha, uma Kymco zing 125 de 1999 com 20000km (mesmo dentro do meu orçamento) e uma Honda CBF125 de 2010, com 50000km (esta um pouco acima do orçamento).
A kymco ainda não experimentei, alguém conhece ou tem feedback para dar? A Honda já experimentei, parece estar bem de motor, de plasticos é que estão um pouco riscados. O problema desta moto é que era da frota dos CTT. Alguém tem conhecimento como se processa a manutenção destas motos nestes casos?
ming.impiedoso
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Mensagem  Trigueiro em Qua 6 Mar - 12:25

ming.impiedoso escreveu:Apareceu-me agora mais duas opções de escolha, uma Kymco zing 125 de 1999 com 20000km (mesmo dentro do meu orçamento) e uma Honda CBF125 de 2010, com 50000km (esta um pouco acima do orçamento).
A kymco ainda não experimentei, alguém conhece ou tem feedback para dar? A Honda já experimentei, parece estar bem de motor, de plasticos é que estão um pouco riscados. O problema desta moto é que era da frota dos CTT. Alguém tem conhecimento como se processa a manutenção destas motos nestes casos?


Revejo-me nessas tuas dúvidas sobre a primeira mota dentro de um orçamento curto. Aconteceu comigo o mesmo, sendo que a minha primeira mota, uma Daelim VS 125 com 38000km, custou justamente 650€. A questão é que a mesma vinha com um "pequenino" problema - começou a apagar-se ao ralenti e, passado pouco tempo, deixou de pegar com o motor de arranque - só pegava de pedal. E depois já nem isso queria fazer. Após muitas despesas a consertar o que não era necessário, lá se descobriu que era as bobinas do alternador que estavam a dar a alma ao criador lentamente. Só o alternador mais o estator foram perto dos 300€ (peça original).

Esse é geralmente o problema das motas baratas, sejam dos CTT ou de outra proveniência. Alguma coisa vai ficar para o futuro dono pagar. Dito isto, não quer dizer que essa CBF não possa estar até bem de mecânica, mesmo com 50000Km, mas quando a esmola é muita, o pobre desconfia.

Não sei como está a questão das motas dos CTT aí no Continente, mas do que já me disseram, pelo menos aqui nos Açores, durante algum tempo, os CTT faziam um contrato com os carteiros em que estes é que tinham uma mota sua, da qual tratavam de toda a manutenção, sendo que os CTT simplesmente davam um X por mês para eles manterem a mota como quisessem. A obrigação do carteiro era fazer a distribuição da correspondência. Se a mota falhasse, isso era problema dele. Hoje penso que já não será bem assim, pois vejo motas que são inequivocamente dos CTT, pois são um modelo de scooter (julgo que da Honda) especificamente reforçada para serviço de CTT e estafetas, a qual ostenta as cores e logotipo dos CTT.

Dito isto, as perguntas que se impõe nessa Honda CBF 125 são:

1 - Essa mota é mesmo dos CTT ou é de um carteiro que a usou ao serviço dos CTT?

Se a mota é dos CTT, a mesma supostamente (e saliento o "supostamente") obedeceu a um plano de manutenção que tem em conta que a essa manutenção é feita consoante as horas de trabalho e não os quilómetros percorridos. É que as motas dos carteiros, pelo menos em zonas urbanas, funcionam sempre no pára e arranca, sendo por tal razão mais importante as horas de trabalho desse motor, do que os quilómetros percorridos, para se determinar quando chegou à altura da mudança do óleo. E este envelhece consoante as horas de uso e não tanto pelo quilómetros percorridos. Os fabricantes é que estimam que, para uma utilização normal, X horas de uso correspondem a Y quilómetros percorridos, pois no painel de instrumentos da morta é um conta-quilómetros e não um relógio que marca as horas deste a última mudança do óleo.

E é aqui que reside talvez o principal problema das motas dos carteiros. Se se tiver em conta as horas de uso e se a manutenção seguir o seu plano inicial religiosamente, é possível apanhar-se uma mota 125 com 50000km em que o motor ainda está em bom estado. A minha Daelim abriu o motor aos 40000km para se descobrir que o mesmo estava em bom estado, sem precisar de reparação. Sei de uma Honda CM 125, daquelas velhinhas que possuem um travão de tambor na roda dianteira, em vez de um disco, que só abriu o motor (já não sei porque foi, mas julgo que não era por nada de grave) com 192000 Km (se não me falha a memória), e que o mesmo estava em muito bom estado. Tanto assim foi que ainda hoje essa Honda continua diariamente a ajudar o seu carteiro a dar cartas.

Sei também de uma outra Honda CM 125, também de um outro carteiro, que teve que sofrer uma reparação profunda do motor antes dos 80000km, se não me falha a memória. Um carteiro da minha ilha rebentou, aos 60000km, com o motor da uma Jialing "irmã" da minha mota, sabendo que a barulho de bater do motor que se ouvia estava a surgir devido a folga na corrente de comando do motor, a qual, segundo o que me disseram, cismou que não mudava. O motor continuou a trabalhar, até que um dia... E a corrente de comando do motor sofreu folga aparentemente pelo facto das mudanças de óleo serem feitas bem para além do tempo que seria aconselhável para o uso que esse mota levava.

Portanto, entre outras coisas, o mais importante na manutenção de uma mota ao serviço dos CTT são as mudanças de óleo mais curtas do que aquelas que sucedem nas mãos de um vulgar particular. Isto foi-me dito pelo mecânico a que costumo recorrer, quando o conserto ultrapassa a minha experiência e conhecimento, o qual por vezes ganha uns trocos extras comprando ao desbarato motas de carteiros que tiveram uma avaria cara, as quais recupera e depois vende ainda barato, mas com algum proveito económico.

2 - A outra pergunta relacionada com essa CBF 125 é a mota está a ser vendida porquê? O que geralmente verifico é que os carteiros fazem durar as motas enquanto isso é possível. A mota está a ser vendida e o carteiro vai continuar a fazer de carteiro ou está a ser vendida porque ele mudou de serviço? Se é porque ele vai mudar de mota, é caso para desconfiar de conserto caro nessa que ele está a vender.

O melhor é levar a mota a um mecânico, daqueles com ouvido já bem treinado. Só para veres o que é uma mota com o motor a trabalhar, mas com o mesmo quase a dar o berro (ouve-se o motor a bater, possivelmente por folga na ligação do êmbolo à cambota), vê este vídeo:




Nota: Este vídeo foi feito por mim a uma Honda 125 CBR, que estava à venda na minha terriola por 750€. Enviei-o por email ao mecânico acima mencionado e a reposta dele foi a de que seria bastante provável que eu ficasse pelo caminho, na viagem de cerca de 25 km que teria que fazer para a levar para casa, caso a comprasse.

Quanto à Kymco Zing 125, o conselho é igual à da Honda. Leva a um mecânico (ou leva o mecânico à mota!) para a ver. Pode ser que o preço baixo seja só por não ser uma mota japonesa, mas nunca é de descartar alguma defeito. Comprar uma mota em segunda mão (e até nova!) é sempre um risco e esse risco costuma ser maior quando mais baixo é o preço.

Ambas as motas possuem assistência em Portugal. A Kimco, apesar de chinesa, tem fama de ter boas motas. A Honda CBF é uma boa mota, se bem que mais altinha do que essa Zing, a qual é uma custom. O ser uma custom pode até ser atraente nos primeiros tempos, mas também pode cansar depois de nos habituar-mos, especialmente numa utilização diária. Mas isto depende de cada pessoa!

Os romanos diziam: Vini, vidi, vici (vim, vi e venci). Eu digo-te: Vai, vê e... decide-te. 4 tempos vs 2 tempos 952112

No fim de contas, nova ou velha, será sempre a tua carteira quem vai pagar. Infelizmente, essa é uma certeza tão certa como a morte. Sad

Gaita! Hoje estou para o filosófico. 4 tempos vs 2 tempos 326955


Última edição por Trigueiro em Qua 6 Mar - 12:47, editado 3 vez(es) (Razão : Correção do português.)

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Mensagem  Trigueiro em Qua 6 Mar - 12:41

Esqueci-me de um pormenor importante - a Honda, por ser de 2010, tem peças garantidamente. A Kymco, por ser de 1999, já não é garantido que tenha todas as peças ainda disponíveis. Só perguntando a algum representante da marca.

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Mensagem  Mario_Marques em Qua 6 Mar - 17:38

Trigueiro escreveu:

Quanto à Honda NS 125F... Mê amigu, isso é um pequeno canhão para uma pessoa se divertir! Leve, potente e só gosta de andar a altas RPM. Não me parece que seja uma mota para usar no dia a dia (pronto, o Mário Marques já me vai dar nas orelhas). Não preciso explicar-te que os motores a 2T possuem um desgaste geralmente mais acentuado do que um a 4T, pois não? Falta saber em que estado está esse motor, pois tenho a ideia de que essas motas, quando bem conservadas, costumam ser consideradas clássicas e são bem caras (leia-se dos 2500-3000€ para cima). E, é como dizes, se vais tirar carta para andar numa NS 125F, depois de teres a carta andas mas é de olhos em bico por uma 600 a 4T...

Não vou dar nas orelhas nada, mas a NS125 não é nenhum canhão, anda bem comparativamente a uma mota 4t de cilindrada igual por ser mais potente e mais leve, mas desengane-se quem pensa que aquilo é uma máquina feroz.
No entanto não tenho grandes duvidas que é muito mais fiável que grande parte das 4t 125 que por ai andam nos dias de hoje contrariamente ao que toda a gente pensa.
Agora o problema é que comprar uma mota dessas em 2019 sem a desmontar peça a peça e rever tudo do zero novamente é pedir problemas.
Existem algumas de 11kw que não é preciso carta, mas isso é uma "classica" não é das melhores coisas para o dia-dia, é muito frequente ver-se motas dessas e mesmo nsr 125 a passar largamente a margem dos 100 mil km's sem terem tido grandes afazeres.
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Mensagem  ming.impiedoso em Qua 6 Mar - 23:28

Deixem-me só lembrar que a moto vai ser só para dar uma volta ao fim de semana. Por isso não queria alargar o orçamento nem aumentar muito o seguro. A ns125f era ideal, tirando a parte da carta.
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Mensagem  Mario_Marques em Sex 8 Mar - 22:33

ming, o problema da honda é que vais comprar uma mota com quase 40 anos a 2T, por muito boa que esteja há garantidamente muita coisa que precisa de atenção se queres andar sossegado da vida nos proximos anos, uns simples exemplos, bomba de água e vedantes internos da mesma, bomba de autolub, segmentos colados, valvula de escape colada, rolamentos de cambota oxidados de estar tanto tempo parada, sistema de refrigeração corroído, sistema de travagem, suspensão e claro, pneus.
Basicamente se comprares a mota e fizeres logo de imediato uma revisão profunda a isto tudo andas descansado, se não fizeres é muito provável que venhas a ter problemas graves e não tem a ver com o facto de ser 2t mas com o facto de ser uma mota com idade e porque de certeza que esteve parada e nunca ninguém deve ter revisto nada disto por ela não andar ou andar pouco.
Eu tenho um amigo que tem uma mota dessas imaculada, mesmo nova, nova, nova, mas está parada á mais de 20 anos...
Se vais usar só no fim de semana realmente recomendava-te comprares algo diferente de uma 125 4t, uma 2t é muito mais divertida e no caso dessa honda começa a ser uma mota em valorização se estiver impec, logo acaba por ser também um bom investimento, agora escolhe é com juizo, eu não disse isto para te assustar, disse-te porque compro e restauro motas 2t e já sei o que a casa gasta, nestas coisas não dá para facilitar, facilitar = despesas e problemas.
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Mensagem  Trigueiro em Sab 9 Mar - 1:41

Mario_Marques escreveu:(...) facilitar = despesas e problemas.

Isso não é só com as motas de motor a dois tempos. Aplica-se também às motas com motor a 4 tempos. Acrescenta a essa lista a possibilidade de ferrugem no tanque de gasolina e sujidade no carburador. E o alternador também jâ deve querer dar a alma ao criador numa mota com essa idade. E nem se falou da questão de haver ainda disponibilidade integral de peças de substituição. A Honda é provavelmente a melhor marca nesse aspecto (garantidamente melhor que a Yamaha), mas até nas máquinas com muitos anos por vezes já não há peças novas.

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Mensagem  Mario_Marques em Sab 9 Mar - 16:02

Nos 2t é bastante pior que nas 4t acredita pois nos 4t não tens rolamentos de agulha e tens um cárter submerso em óleo, não tens óleo de mistura a prender os segmentos que podem encravar numa janela ou camara altamente sensivel a diferenças de volume e detonação, não tens valvulas de escape(powervalve), muitas vezes não tens sistema de refrigeração liquido e sim, o deposito pode ser outro problema grave.
Um 4T normalmente é limpar e siga, um 2t tens mesmo de rever muita coisa e bem, para teres uma ideia, eu um motor 4t monocilindro costumo revê-lo todo de cima a baixo em 5 horas, um 2t as vezes levas semanas se fores fazer blueprint.
Peças para esse motor honda não é problema, há com fartura e não é material caro.
Um jogo de vedação completo, original para o motor honda por exemplo custa 30 e poucos euros, uma keeway é capaz de ser bem mais caro e dificil de arranjar.
um jogo de embraiagem para a honda custa 40euros, o material não é caro, vai é precisar de bastante para fazer uma geral.
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Mensagem  ming.impiedoso em Qua 20 Mar - 16:15

Obrigado pelas opiniões, nada como ouvir os profissionais da coisa! Fiquei com uma opinião diferente em relação às 2T. A NS125F vai ficar fora de questão, precisava de us plasticos que são quase impossiveis de arranjar. Possivelmente poderei ir para o modelo a seguir, a NSR125.
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